Como aumentar procura por apartamento?
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Locação de Imóveis

Como aumentar procura por apartamento?

5 min de leitura
Curitiba - Bacacheri

O condomínio está ajudando ou encarecendo o aluguel do seu apartamento?

Um dos erros mais comuns ao colocar um apartamento para alugar é olhar apenas para o valor que o proprietário deseja receber.

O futuro morador, porém, faz outra conta.

Ele observa quanto precisará desembolsar todos os meses para permanecer naquele imóvel.

Por isso, aluguel, condomínio e IPTU precisam ser analisados em conjunto.

Um apartamento de dois quartos no Bacacheri ilustra bem essa situação. O imóvel possui 88 m² úteis, uma suíte, uma vaga de garagem e está anunciado por R$ 2.550 mensais. O condomínio informado é de R$ 952 e o IPTU, de R$ 95.

O ponto central não é saber se esse valor é alto ou baixo isoladamente.

É entender como o custo total influencia a decisão de quem procura um apartamento para alugar.

O aluguel é apenas uma parte da conta

Quando uma pessoa pesquisa um apartamento, normalmente começa pelo preço do aluguel.

Mas, ao comparar opções, outros valores entram na conta.

Um imóvel anunciado por R$ 2.300 pode parecer mais barato que outro de R$ 2.550.

Porém, se o condomínio do primeiro for significativamente maior, a diferença real pode diminuir.

Para o proprietário, isso significa que o preço precisa ser pensado dentro do conjunto de despesas.

Como calcular o custo real de um apartamento para alugar?

Uma forma simples de começar é somar:

aluguel + condomínio + IPTU

Dependendo da situação, também podem existir outras despesas relacionadas ao imóvel.

No apartamento de referência, a soma dos valores informados chega a R$ 3.597 mensais antes de considerar outras despesas eventuais.

Essa informação é relevante porque o locatário compara o custo total, não apenas o aluguel anunciado.

Condomínio alto pode prejudicar a locação?

Pode influenciar.

Isso não significa que um condomínio elevado torne o imóvel inviável.

É necessário observar o que o morador recebe em troca desse custo.

No condomínio Rossi Atual Bacacheri, por exemplo, existem salão de festas, salão de jogos, sala de ginástica, piscinas adulto e infantil, churrasqueira e brinquedoteca.

Para determinados públicos, essa estrutura pode representar conveniência.

Para outros, pode ter pouca importância.

O proprietário deve reduzir o aluguel por causa do condomínio?

Não necessariamente.

Antes de reduzir, é importante comparar o imóvel completo.

Um condomínio mais alto pode estar associado a uma estrutura maior, serviços, manutenção ou características do empreendimento.

O problema surge quando o custo total coloca o imóvel em uma faixa na qual existem alternativas mais competitivas.

Nesse caso, o proprietário pode precisar rever o posicionamento.

O que o proprietário deve comparar?

A comparação precisa considerar imóveis semelhantes.

Observe:

  • valor do aluguel;

  • condomínio;

  • IPTU;

  • área;

  • quartos;

  • suítes;

  • vagas;

  • localização;

  • estrutura do edifício;

  • estado do imóvel;

  • mobiliário;

  • diferenciais.

Comparar somente o aluguel pode distorcer a análise.

Um apartamento com suíte pode atingir outro público

Características internas também interferem.

O imóvel de referência possui dois quartos, sendo uma suíte, sala para dois ambientes com sacada, cozinha com armários e equipamentos, aquecimento a gás e garagem coberta.

Esses atributos podem ser importantes para quem busca mais conforto sem necessariamente procurar um imóvel de grande porte.

O proprietário deve compreender quais características têm maior relevância para seu público.

A estrutura do condomínio precisa aparecer na comunicação

Se o condomínio possui piscina, academia, salão de festas ou brinquedoteca, essas informações não devem aparecer apenas como uma lista.

É importante mostrar o que elas representam para a rotina.

Uma família pode valorizar a piscina infantil.

Quem trabalha em casa pode considerar a estrutura de lazer menos importante.

Um casal sem filhos pode ter outra prioridade.

O valor percebido varia conforme o perfil do morador.

Como saber se o preço está competitivo?

Uma maneira é observar a reação do mercado.

Contatos, visitas e propostas são sinais.

Um apartamento pode receber muitos acessos, mas poucas visitas.

Pode receber visitas, mas nenhuma proposta.

Pode receber propostas muito abaixo do preço pedido.

Cada cenário sugere uma investigação diferente.

Por isso, o proprietário não deve alterar o preço sem compreender primeiro o comportamento dos interessados.

O imóvel mobiliado muda a estratégia?

Pode mudar.

Móveis planejados, eletrodomésticos e outros equipamentos podem facilitar a entrada do locatário e atingir um público específico.

No apartamento do Bacacheri, a cozinha possui armários, cooktop, forno e exaustor, além de aquecimento a gás.

Esses itens precisam ser considerados na apresentação e na comparação com imóveis concorrentes.

Vale investir em melhorias antes de alugar?

A pergunta correta não é simplesmente “o que posso reformar?”.

É:

“Qual melhoria pode aumentar a atratividade do imóvel diante das alternativas que o locatário encontra?”

Uma pintura, manutenção ou atualização pontual pode fazer sentido.

Uma reforma cara precisa ser avaliada com maior cuidado.

O proprietário deve considerar o investimento, o possível impacto no aluguel e o tempo necessário para recuperar esse valor.

O imóvel precisa estar alinhado ao público certo

Um apartamento de 88 m², dois quartos e suíte pode atender um público diferente de um imóvel compacto.

Da mesma forma, um condomínio com ampla estrutura pode conversar com determinados perfis.

A estratégia de locação deve considerar essa combinação.

Não existe um único locatário ideal para todos os apartamentos.

Quando o proprietário deve revisar o preço?

Quando os sinais do mercado indicarem desalinhamento.

Se o imóvel está sendo comparado com alternativas mais competitivas, o proprietário precisa entender por quê.

Se o preço total está acima de imóveis semelhantes sem oferecer diferenciais percebidos, pode ser necessário reposicionar.

Mas se o problema estiver nas fotos, descrição ou divulgação, reduzir o aluguel pode não resolver.

O objetivo não é apenas alugar

O objetivo do proprietário é transformar o imóvel em renda de maneira coerente com seu patrimônio.

Isso exige equilíbrio entre:

preço → ocupação → custos → conservação → retorno

Um aluguel elevado não necessariamente significa melhor resultado se o imóvel permanece vazio.

Da mesma forma, reduzir excessivamente o valor pode comprometer a renda sem necessidade.

Antes de mexer no preço, entenda o custo total

O apartamento do Bacacheri mostra como o aluguel de R$ 2.550 precisa ser analisado juntamente com condomínio e IPTU.

Mais importante ainda é compreender por que o condomínio possui determinado custo e quais atributos o imóvel oferece em troca.

Para o proprietário, essa visão evita decisões baseadas apenas em uma comparação superficial.

A Imobiliária Noruega pode auxiliar na análise do imóvel, na comparação de posicionamento e na definição de uma estratégia de locação que considere o patrimônio e o custo total percebido pelo mercado.

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